Oportunidades e Incertezas
Agosto trouxe perspectivas de um cenário financeiro mais favorável, novos riscos no radar e um recado claro para quem empreende: oportunidade não é esperar o cenário melhorar, é estar preparado quando ele mudar.
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8ª Edição, Agosto de 2026
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O que mudou, o que está em debate e o que sua empresa precisa fazer agora?
Todo mês, o Jornal FN vai traduzir o que muda no Brasil (contábil, fiscal, trabalhista e econômico) para uma linguagem que o empresário entende, com foco em impacto prático e próximos passos.
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INDICAÇÕES PARA A SEMANA
NA EDIÇÃO DE AGOSTO DE 2026
Juros podem cair muito mais?
INSS cria alternativa para consignado sem biometrial facial
Dólar calmo agogra. Mas o UBS faz um alerta sobre o risco fiscal
Brasil e Estados Unidos voltam à mesa
Sua empresa cresceu, agora a pergunta é: sua liderança cresceu junto?
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BRASIL
JUROS PODEM CAIR MUITO MAIS? ANDRÉ ESTEVES VÊ UMA “OPORTUNIDADE DE OURO” PARA O BRASIL
O Brasil encerra agosto com a Selic em 14% ao ano.
Ainda é um patamar elevado, mas o movimento já começou: o Banco Central reduziu a taxa de 14,25% para 14% no início do mês.
Durante o Macro Day 2026, André Esteves, chairman e sócio-sênior do BTG Pactual, defendeu que o país tem condições de levar os juros para um patamar muito menor, chegando, em sua avaliação, a algo próximo de 7%.
Entre os fatores positivos, ele citou inflação entre 4% e 4,5%, baixo desemprego, reservas cambiais de aproximadamente US$ 370 bilhões e investimento estrangeiro direto superior ao déficit em conta corrente.
Mas existe um obstáculo importante.A dívida pública.
Segundo dados citados pela CNN, a dívida bruta do governo chegou a 82,5% do PIB em julho, equivalente a cerca de R$ 10,9 trilhões. Para Esteves, controlar essa trajetória será fundamental para permitir uma redução mais consistente dos juros.
O que isso significa para o empresário?
Juros menores podem mudar completamente a dinâmica dos negócios. Crédito tende a ficar menos caro. Projetos que hoje não fecham financeiramente podem voltar para a mesa. Financiamentos, investimentos, expansão e capital de giro podem ganhar condições mais favoráveis. Mas atenção: 14% ainda é uma taxa alta.
A possibilidade de juros muito menores não deve ser tratada como certeza ou justificativa para assumir dívidas esperando que o cenário melhore. Para o empresário, o melhor movimento continua sendo preparar a empresa agora. Organizar caixa. Revisar endividamento. Simular cenários. E estar pronto para aproveitar uma eventual melhora do ambiente financeiro sem depender dela.
Quem se organiza antes consegue aproveitar melhor quando a oportunidade aparece.
INSS CRIA ALTERNATIVA PARA CONSIGNADO SEM BIOMETRIA FACIAL
Agosto também trouxe uma mudança nas regras do crédito consignado do INSS.
Beneficiários que não possuem biometria disponível nas bases governamentais passam a ter uma alternativa para autorizar a contratação do empréstimo. Nesses casos, a operação poderá ser autorizada pelo Meu INSS, com acesso pela conta Gov.br e validação por dados bancários.
A biometria continua sendo a primeira opção. A nova possibilidade vale especificamente quando o sistema não encontra registro biométrico disponível. A mudança está prevista na Instrução Normativa PRES/INSS nº 213, publicada em agosto.
Também continuam existindo mecanismos de proteção: benefícios recém-concedidos permanecem, em regra, bloqueados para consignado durante os primeiros 90 dias.
Por que essa mudança merece atenção?
Não é apenas uma alteração operacional. Ela mostra uma tendência importante do mercado financeiro: reduzir barreiras digitais sem abandonar mecanismos de validação e segurança.
Na prática, a mudança pode facilitar o acesso ao consignado para beneficiários que antes ficavam impedidos pela ausência de biometria cadastrada. Para instituições financeiras e empresas ligadas ao ecossistema de crédito, isso significa acompanhar rapidamente novas regras de autenticação, processos e compliance.
Para o consumidor, significa facilidade, mas também a necessidade de atenção redobrada antes de autorizar qualquer contratação. Quanto mais simples fica uma jornada financeira, mais importante se torna a segurança por trás dela.
DÓLAR CALMO AGORA. MAS O UBS FAZ UM ALERTA SOBRE O RISCO FISCAL
O dólar pode não estar mostrando grande estresse neste momento. Mas isso não significa que o empresário deva ignorar o câmbio. Um estudo do UBS Global Wealth Management chamou atenção para uma vulnerabilidade brasileira em um eventual cenário de deterioração fiscal.
O banco observa que uma parcela maior da dívida pública está vinculada à Selic. Em uma situação de forte perda de confiança, investidores locais poderiam buscar proteção no dólar com maior rapidez, enquanto o fluxo estrangeiro poderia diminuir.
Importante: o UBS não afirma que esse cenário já está acontecendo.
O próprio relatório ressalta que o país não está atualmente em um quadro de dominância fiscal. O alerta é sobre o risco caso a percepção sobre as contas públicas piore significativamente.
Segundo o Tesouro, cada aumento de 1 ponto percentual na Selic pode adicionar mecanicamente cerca de R$ 60,6 bilhões à dívida bruta, equivalente a aproximadamente 0,46% do PIB.
E o empresário com isso?
Muito. Câmbio não é assunto apenas para quem investe em dólar. Uma valorização da moeda americana pode afetar: matéria-prima importada, equipamentos, tecnologia, fretes, contratos dolarizados e preços de diversos produtos ao longo da cadeia. Empresas importadoras sentem diretamente.
Empresas exportadoras podem encontrar oportunidades, mas também enfrentam maior volatilidade. E até negócios totalmente nacionais podem ser impactados de forma indireta.
O aprendizado é simples: não espere o dólar disparar para descobrir quanto sua empresa depende dele.
Mapeie exposição cambial. Conheça fornecedores críticos. Simule cenários. E entenda antecipadamente como uma mudança brusca poderia afetar margem e caixa. Previsibilidade não significa saber o que vai acontecer. Significa estar preparado para mais de um cenário.
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FN NO MUNDO
BRASIL E ESTADOS UNIDOS VOLTAM À MESA. MAS O TARIFAÇO CONTINUA NO CENTRO DA DISCUSSÃO
Brasil e Estados Unidos retomaram o diálogo comercial no último dia de agosto. Representantes brasileiros se reuniram virtualmente com o USTR, órgão responsável pela política comercial americana, para discutir as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
O governo brasileiro reforçou sua discordância com as medidas e argumentou que elas não estão de acordo com as regras multilaterais de comércio. Apesar das divergências, a retomada das conversas deixa aberta a possibilidade de novas reuniões entre os dois países. O tema importa porque as tarifas não atingem apenas quem exporta diretamente.
Quando duas economias relevantes alteram suas relações comerciais, os efeitos podem chegar a preços, cadeias de fornecedores, competitividade, investimentos e decisões de expansão internacional.
O que o empresário precisa observar?
Principalmente três coisas: mercado, margem e dependência.
Empresas que exportam precisam recalcular competitividade. Empresas que importam precisam acompanhar possíveis mudanças no fluxo comercial e nos custos.
E negócios que dependem demais de um único país, fornecedor ou mercado recebem mais um lembrete sobre a importância da diversificação. A relação entre Brasil e Estados Unidos continua oferecendo enormes oportunidades. Mas o momento mostra que internacionalização também exige estratégia.
Entrar em outro mercado é uma decisão comercial. Permanecer nele com segurança exige planejamento.
IMPACTO FN
SUA EMPRESA CRESCEU. AGORA A PERGUNTA É: SUA LIDERANÇA CRESCEU JUNTO?
Todo empresário precisa acompanhar o que acontece fora da empresa. Mas existe um fator que nenhum indicador econômico consegue resolver: a capacidade de quem está no comando.
Quando uma empresa cresce, aumentam os clientes, a equipe, o faturamento, as decisões, a responsabilidade e a pressão. E aquilo que funcionava quando o negócio era menor pode não funcionar mais no próximo nível.
É justamente essa discussão que estará no centro do Impacto FN 4 — A Mente do Líder. A Cultura do Campeão. O evento acontece em 25 de setembro, das 8h às 18h, no PIT — Parque de Inovação Tecnológica, em São José dos Campos.
No palco estarão Cafu, Fábio Nascimento, Arthur Aguiar, Erika Linhares, Marcos Rossi e Alan Fernandes, trazendo perspectivas sobre liderança, cultura, tomada de decisão, resiliência e construção de negócios. A proposta do evento também inclui networking entre empresários, CEOs, diretores e líderes.
Por que o Impacto FN 4 acontece justamente agora?
Porque crescer exige mais do que uma boa oportunidade de mercado. Exige capacidade para sustentar aquilo que foi construído. Uma empresa pode aumentar o faturamento e continuar dependente demais do dono.
Pode contratar mais pessoas e continuar sem construir um time. Pode ter estratégia no papel e uma cultura incapaz de executá-la. Em determinado momento, o próximo gargalo deixa de ser externo.
Passa a ser a liderança.
O Impacto FN 4 nasce para provocar justamente essa mudança de perspectiva. Não é apenas um dia para consumir conteúdo. É um ambiente para sair do operacional, ampliar repertório, encontrar outros empresários e voltar para a empresa fazendo perguntas melhores.
25 DE SETEMBRO DE 2026
PIT — São José dos Campos
A MENTE DO LÍDER. A CULTURA DO CAMPEÃO.
Garanta seu lugar no Impacto FN 4!
Por que isso importa para empresários?
Porque crescer sem método é caro. E crescer sem cultura é instável. Ver como a Apple constrói padrão de excelência ajuda a enxergar o que precisa ser organizado dentro da sua empresa para escalar com mais previsibilidade.
Quer participar desse movimento que vai mudar a história da sua empresa? ENTRE EM CONTATO COM A NOSSA EQUIPE
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QUEM SOMOS?
Esse é FNews, criado para trazer de forma simples e objetiva tudo o que você precisa saber sobre o mundo contábil para começar o seu dia bem-informado.
Aqui você encontra notícias realmente relevantes sobre legislação, tributos, obrigações, mercado, negócios e atualizações contábeis, sempre com foco no que impacta diretamente a rotina de empresas e profissionais.
ONDE ENCONTRAR O GRUPO FN?
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